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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Crise provoca queda no preço de commodities agrícolas

Enquanto a Petrobras mantiver a política de segurar o repasse da alta do preço do petróleo no mercado internacional para o preço da gasolina, o impacto da disparada do barril, que atingiu nesta terça-feira (22/02) US$ 111, pode até trazer um certo alívio para inflação ao consumidor, segundo avaliação do economista Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

Ele sustenta esse raciocínio numa tendência detectada nos últimos dias. Por causa dos conflitos nos países árabes, está ocorrendo uma migração dos investidores em mercados futuros em commodities agrícolas para as commodities energéticas derivadas do petróleo (gás, diesel, gasolina, por exemplo).

Com isso, em 15 dias, os preços em dólar de vários alimentos recuaram. Desde o dia 9 deste mês até terça-feira (22/02), o preço futuro da soja na Bolsa de Chicago caiu 10%; do trigo, 15%; do arroz, 17%. Na Bolsa de Nova York, o açúcar recuou quase 5% no mesmo período.

"Como as commodities agrícolas são um foco de pressão de preços no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a retração nas cotações pode ser positiva para a inflação, se a Petrobras continuar amortecendo a elevação da cotação do petróleo. O Brasil é um país de sorte", disse Daoud.

Retirado: http://revistagloborural.globo.com

sábado, 22 de janeiro de 2011

OFF por um tempo


Estarei na campanha por alguns dias, por isso não postarei. Sem internet, nem celular, somente o que eu mais gosto, família, animais, verde (mato). Enquanto isso vou estudar, aprimorar meu conhecimentos, em março volto com tudo para o Blog novamente. Peço desculpas, mas é por uma boa causa, vou estar mais perto dos negócios do meu pai, cuidando da Piscicultura.
É isso pessoal.... espero que entendam.
Até mais...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Receita com exportações brasileiras de boi vivo aumenta 48% em 2010

Fonte: Portal do Agronegócio

O resultado foi beneficiado por uma alta de 18% no preço médio de venda que atingiu US$ 2.031 por tonelada. Em volume, os embarques cresceram 24%, para 642,7 mil cabeças.

A expansão é bem superior à média mundial. Segundo o Usda (Departamento de Agricultura dos EUA), foram exportados 4,5 milhões de cabeças por todos os produtores em 2010, alta de 3%.

Entre os três maiores exportadores mundiais o Brasil ocupa a quarta posição, dois reduziram os embarques: Canadá (queda de 35%) e Austrália (-4%). O México apresentou alta de 7%.

Assim, a participação do Brasil no comércio mundial subiu de 11%, em 2009, para 14%. Os embarques foram estimulados pela Venezuela, que recebeu 93% dos animais exportados pelo Brasil.

O rebanho da Venezuela tem encolhido e é insuficiente para atender à demanda dos frigoríficos, afirma a analista Maria Gabriela Tonini, da Scot Consultoria.

O curioso é que as exportações mantiveram a trajetória de alta dos últimos anos mesmo com a restrição na oferta de bois para abate no país, o que contribuiu para elevar os preços internamente.

Segundo Gabriela, a elevada margem de lucro que a atividade proporciona manteve o interesse dos frigoríficos nas exportações de boi vivo.

Além disso, esse ainda é um mercado pequeno e, por isso, não atrapalharia a relação entre oferta e demanda. As exportações de gado vivo equivalem a 4% do abate no Brasil, segundo a analista.

Retirado do site:
http://www.iepec.com

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Governo gaúcho anuncia apoio à ovinocultura

O governo gaúcho deverá anunciar, dia 28, em Pinheiro Machado, o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento da Ovinocultura, apresentando a primeira ação do planejamento, que é uma linha de crédito do Banrisul para que os produtores não precisem mais vender as fêmeas e, assim, o rebanho gaúcho se recupere e volte a crescer. O rebanho, que já foi de 13 milhões de cabeças, nos tempos áureos da lã, hoje mal chega aos 3 milhões, embora a carne ovina tenha se valorizado e esteja faltando no mercado nacional e internacional. O anúncio foi feito pelo secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, no lançamento da 28ª Feovelha, ontem, na churrascaria Barranco, quando a presidente do Sindicato Rural de Pinheiro Machado, Jaqueline Machado, informou que foram inscritos 7 mil ovinos na Feovelha e que ela espera faturamento de R$ 1 milhão. No ano passado, as vendas chegaram a R$ 660 mil.

A linha de crédito está sendo montada pelos secretários da Agricultura, Luiz Fernando Mainardi, e da Fazenda, Odir Tonollier, e por dirigentes do Banrisul, com o objetivo de que os produtores, quando precisarem de dinheiro, "busquem-no no banco e não com a venda de fêmeas". O anúncio será feito pelo governador Tarso Genro. Em 2009, os gaúchos abateram 150 mil machos e 150 mil fêmeas; em 2010, 150 mil machos e 250 mil fêmeas. "Precisamos baixar este abate para menos de 50% de fêmeas", disse Mainardi. O programa trará outros benefícios e, inclusive, um Festival Gastronômico com Carne Ovina, para o qual o secretário convidou o colunista a participar e disse que ele próprio, que é ovelheiro, vai preparar um prato.

Jornal O Comércio
Retirado do site: http://anco.cnpc.embrapa.br

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

As abelhas e o clima



A preocupação é o desaparecimento do inseto, que atua como agente polinizador de culturas agrícolas e de ambientes naturais
Maria Teresa do Rêgo Lopes
17/01/2011
Atualmente, o tema “mudanças climáticas” tem gerado calorosas discussões em todo o mundo. Os pesquisadores buscam compreender e encontrar soluções para mitigar o processo de aquecimento global que poderá, num futuro próximo, atingir diversos organismos presentes em ambientes naturais ou mantidos pelo homem. Em relação às abelhas, este interesse não é menor, já que esses insetos, por serem sensíveis às mudanças ambientais, podem ser bons indicadores para o processo de Aquecimento Global.

As abelhas, que já vem sofrendo forte pressão de diversos fatores como os desmatamentos, que destroem tanto as suas fontes de alimento como de abrigo, o uso indiscriminado de pesticidas nas lavouras e os surtos de pragas e doenças, encontram no processo de Aquecimento Global mais uma importante barreira para seu sucesso. E não é à toa que, nos últimos anos, tem sido grande a preocupação com os casos de desaparecimento de populações desses insetos em vários países, principalmente em virtude de seu importante papel como agente polinizador de culturas agrícolas e de ambientes naturais.

Apesar da capacidade de adaptação das abelhas a diferentes ambientes, as colônias desses insetos podem sofrer grandes prejuízos com as variações das condições climáticas. Embora as abelhas adultas sejam relativamente tolerantes às variações térmicas, suas crias são sensíveis a pequenas variações da temperatura do ninho. Para o bom desenvolvimento das formas jovens, a área de cria do ninho deve ser mantida a temperaturas entre 30 a 35 °C, já que as temperaturas acima desta faixa podem prejudicar o desenvolvimento larval, principalmente a metamorfose. Além disso, em temperaturas acima de 40 °C, os favos de cera cheios de mel podem amolecer e quebrar.

Uma temperatura elevada no interior da colônia pode por em risco tanto o desenvolvimento populacional como o armazenamento de alimento; com isso, as abelhas tomam uma série de medidas para evitar o superaquecimento. Inicialmente, as abelhas adultas se dispersam pelo ninho e começam a promover a ventilação, pelo batimento das asas, de forma a criar correntes de ar que favorecem a saída do ar quente e entrada de ar fresco. Adicionalmente, as operárias podem promover a evaporação de pequenas gotas de água, espalhadas nos favos ou expostas nas suas próprias línguas. Por isso, é grande a importância da manutenção de fontes de água nas proximidades da colônia. Também visando a diminuição da temperatura, parte das abelhas pode sair da colméia, formando aglomerados do lado de fora para reduzir a produção de calor e facilitar a ventilação. Entretanto, tudo isso gera um gasto energético extra para a colônia, que emprega tempo e recursos para o controle da temperatura, deixando de realizar outras atividades como coleta de néctar e pólen para o armazenamento de alimento.

Apesar destes mecanismos de termorregulação permitirem a sobrevivência das abelhas em situações de estresse térmico, existem determinadas condições que dificultam estas medidas; por exemplo, quando ocorre a escassez de água ou quando a colônia se encontra enfraquecida, com população pequena, o que dificulta o controle da temperatura. Nesses casos, pode ocorrer o que se chama “enxame abandono”, quando toda a colônia deixa aquele local devido as condições desfavoráveis, e o enxame sai à procura de um outro lugar para o estabelecimento do ninho.

Esta situação é indesejável para os apicultores, que terão que recapturar ou comprar novos enxames para repor os que foram perdidos, o que pode comprometer a produtividade. Além disso, as colônias que enfrentam esta situação têm sua capacidade produtiva comprometida, visto que estão ocupadas na manutenção da temperatura e não na coleta de néctar e pólen.

Outros elementos climáticos como umidade relativa do ar, radiação solar, precipitação, velocidade do vento e pressão atmosférica têm um efeito determinante em relação ao estabelecimento e desenvolvimento de colônias de abelhas. Dessa forma, considera-se importante o monitoramento dessas variáveis e a avaliação de sua influência nas colônias de abelhas, visando o estudo dos impactos que as mudanças climáticas podem provocar sobre esses organismos e possíveis ações que possam minimizar esses efeitos.

RETIRADO DO SITE: http://www.diadecampo.com.br

Período de chuva favorece mastite em vacas leiteiras

Mastite pode ser evitada com procedimentos básicos de prevenção
Ourofino
17/01/2011

Segundo o Núcleo de Pesquisas em Mastites, a queda na produção de leite do animal com mastite pode chegar a 80%. Além disso, o leite da vaca doente pode se tornar impróprio para o consumo em razão das alterações na proteína e na gordura. Nesta época de chuvas, o problema aumenta.

“É justamente neste período que ocorre a produção de lama, com consequente aumento de matéria orgânica, o que favorece e aumenta a possibilidade de contaminação e infecção da glândula mamária, principalmente por bactérias ambientais, causando mastites clínicas agudas”, explica o médico veterinário e supervisor técnico da Ourofino Jean Perícole.

O aumento do calor e da umidade também contribuem para a ocorrência de mastite ambiental, causada por bactérias presentes no ambiente em que o animal vive.

Quanto à forma de manifestação, a mastite pode ser clínica ou subclínica. A mastite clínica apresenta sinais evidentes e por isso é de fácil diagnóstico, como aumento de temperatura, aparecimento de pus, grumos e mudanças nas características do leite. No caso da mastite subclínica, que não apresenta alterações visuais, é necessária a utilização de testes indiretos, como os exames com placas CMT – California Mastitis Test.

Dicas para a prevenção da mastite do médico veterinário e supervisor técnico da Ourofino Jean Perícole:

1) Estabeleça uma sequência na linha de ordenha: novilhas de primeira cria; vacas que nunca tiveram mastite; vacas que tiveram mastite clínica há mais de seis meses; vacas que tiveram mastite clínica nos últimos seis meses; vacas com mastite subclínica. Separar do rebanho as vacas com mastite clínica e ordenhá-las separadamente.

2) Realize diariamente o teste da caneca de fundo escuro, com leite retirado nos três primeiros jatos. Esse teste permite o diagnóstico da mastite clínica e diminui o índice de contaminação do leite.

3) Faça a imersão dos tetos em solução desinfetante e deixe agir por 30 (trinta) segundos.

4) Utilize o papel-toalha descartável para fazer a secagem dos tetos (utilizar um papel para cada teto).

5) Coloque as teteiras, ajuste-as e só as retire quando terminar o fluxo de leite.

6) Para diminuir os casos da mastite, algumas terapias são essenciais: pré-dipping, pós-dipping e terapia da vaca seca.

Retirado do site: http://www.diadecampo.com.br/

sábado, 15 de janeiro de 2011

Consumo per capita de frango no Brasil bate recorde em 2010



A disponibilidade interna de carne de frango (equivalente ao consumo) bateu o recorde de 44,523 quilos per capita em 2010, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de Pintos de Corte (Apinco). O número é 13,63% maior que os 39,182 quilos per capita de 2009. Para chegar à disponibilidade per capita, o cálculo considera a produção total menos a exportação dividida pela população brasileira.

Com o resultado, a média de crescimento do consumo de frango pela população brasileira de 1981 a 2010, últimos 30 anos, ficou em 5,6% ao ano. A média de 2010, portanto, ficou bem acima, embora a base de comparação seja mais fraca por causa de o consumo ter estacionado em 2009 por causa da crise econômico-financeira internacional, que teve seus reflexos no Brasil.

A Apinco também informou que no ano passado foram produzidas 12,312 milhões de toneladas de carne de frango no País, aumento de 11,71% ante os 11,021 milhões de toneladas de 2009. Na mesma base de comparação, foram exportados 3,82 milhões de toneladas, aumento de 5,12%. Em 2009, as vendas externas de frango somaram 3,684 milhões de toneladas.

Com esse volume de exportações, permaneceram no mercado interno, 8,492 milhões de toneladas do produto, aumento de 14,96% ante 2009, quando a oferta interna ficou em 7,387 milhões de toneladas. “Os números de produção, exportação, oferta interna total e disponibilidade per capita são novos recordes do setor", afirmou a associação, por meio de um comunicado.

Retirado do site do Canal Rural: www.canalrural.com.br