A programação do desempenho produtivo do cordeiro desde a fase embrionária é um dos principais objetos de estudo do Centro Internacional de Pesquisa em Ovinos (Sheep International Research Centre) da Massey University liderado pelo professor Hugh Blair e em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Crescimento e Desenvolvimento (National Research Centre for Growth and Development) e a Beef + Lamb NZ da Nova Zelândia. O projeto é focado nos efeitos da alimentação, da idade da matriz, da genética e do estresse sobre o crescimento e desenvolvimento pré e pós-natal do cordeiro. Há ainda preocupação em enfatizar economicamente o objetivo deste estudo porém sob a ótica da compreensão biológica do sistema.
Leia mais sobre o artigo no site: FARMAPOINT
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
SP: Preços agrícolas caem 0,61% em abril, após nove meses de alta
retidaro do site: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR), que mede os preços pagos ao produtor rural, fechou abril em queda de 0,61%. É o primeiro recuo mensal desde julho de 2010, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O índice de preços dos produtos de origem animal apresentou a maior queda (1,06%), enquanto o índice de preços dos produtos de origem vegetal registrou variação negativa de 0,42%.
Porém, no acumulado de 12 meses, os três índices ficaram positivos, ou seja, o índice geral aumentou 26,16%; o índice de produtos vegetais, 26,77%; e o índice de produtos animais, 23,32%.
Na variação mensal, oito produtos apresentaram elevação de preços (quatro de origem vegetal e quatro de origem animal) num total de 18 produtos considerados. Isto revela "realidade de inversão baixista dos preços agropecuários no começo do segundo trimestre do ano, com os resultados parciais da colheita da principal safra nacional", dizem os pesquisadores Luis Henrique Perez (lhperez@iea.sp.gov.br), Danton Leonel de Camargo Bini (danton@iea.sp.gov.br), Eder Pinatti (pinatti@iea.sp.gov.br), José Alberto Angelo (alberto@iea.sp.gov.br) e José Sidnei Gonçalves (sydy@iea.sp.gov.br).
As quedas mais expressivas ocorreram nos preços do tomate para mesa (23,78%); da laranja para mesa (21,85%); da carne de frango (11,33%); do feijão (6,26%) e da laranja para indústria (4,80%).
A entrada da safra paulista da laranja (2011/12) tem ofertado em excesso frutas abaixo do ponto ideal de maturação, o que diminuiu o preço recebido pelos seus produtores em abril, observam os analistas do IEA. "No caso específico da laranja para indústria, os contratos de integração firmados ocasionam variações de seus preços com amplitudes menores que as do mercado spot da laranja para mesa."
A normalidade da oferta de tomate nas principais regiões produtoras para este período do ano teve como efeito a queda dos preços desse produto perecível. No caso da carne de frango, a boa oferta frente à demanda estabilizada reflete a queda nas cotações das aves, explicam os pesquisadores. "Além de frango no mercado spot, animais oriundos de integrações continuaram apresentando excedentes nos corredores de abate, o que movimentou para baixo os preços recebidos pelos criadores."
Quanto ao feijão, duas ocorrências simultâneas explicam os maiores preços, dizem os técnicos do IEA. A primeira diz respeito à colocação no mercado de produtos estocados, esperando a continuidade de maiores elevações. Como o feijão "velho" perde mercado na presença de feijão "novo", a proximidade da safra das secas empurra os preços para baixo. Na segunda ocorrência, a própria entrada da produção dos plantios "do cedo" (dos que anteciparam a safra da seca) impacta os preços para baixo.
As altas mais significativas foram verificadas nos preços da banana nanica (35,68%), do amendoim (15,07%), dos ovos (8,31%), do trigo (7,99%) e do leite C (5,14%).
A banana nanica, cujos preços estavam muito baixos em março, mostra variação dentro do padrão sazonal, com aumento derivado da menor oferta (cachos demoram mais para formar com a redução da temperatura média e das chuvas) e do incremento de consumo típico do outono. Já as perdas na colheita do amendoim, resultando em safra menor, somadas à proximidade das festas juninas quando o consumo aumenta, vem produzindo o efeito de elevação dos preços.
No mercado de ovos, verifica-se menor oferta "num ajuste desproporcional em decorrência da conjuntura anterior de preços baixos, associada à pressão de demanda da agroindústria de massas alimentícias e de panificação e ao período de quaresma, quando há crescimento do consumo desse produto". Já a elevação dos preços internacionais do trigo, acima dos movimentos do câmbio, segue a escalada dos preços das commodities, numa realidade em que o Brasil importa produto para seu abastecimento, observam os analistas.
No mercado de ovos, verifica-se menor oferta "num ajuste desproporcional em decorrência da conjuntura anterior de preços baixos, associada à pressão de demanda da agroindústria de massas alimentícias e de panificação e ao período de quaresma, quando há crescimento do consumo desse produto". Já a elevação dos preços internacionais do trigo, acima dos movimentos do câmbio, segue a escalada dos preços das commodities, numa realidade em que o Brasil importa produto para seu abastecimento, observam os analistas.
Por fim, a proximidade do inverno, com as primeiras manifestações do frio no outono, já sinaliza redução na oferta do leite C, gerando expectativa de elevação dos preços também pressionados pela demanda. Mesma tendência é apontada para o Leite B.
Período de um ano
Nos últimos 12 meses, os preços agropecuários mostram tendência crescente, com pequeno arrefecimento em abril de 2011, tanto para os produtos animais quanto para os vegetais, dizem os pesquisadores do IEA. "Quando se exclui do cálculo a cana-de-açúcar, os preços agropecuários apresentam alta ainda maior (33,93%) dado o incremento superior verificado nos demais produtos vegetais (43,44%)."
Assim, os preços agropecuários evoluíram em percentuais muito superiores aos dos indicadores da inflação brasileira, dizem os especialistas. Isto é "resultado da pressão de demanda derivada do crescimento da massa salarial e da conjuntura altista de importantes preços internacionais. Os maiores preços agropecuários internos, ao derivarem diretamente da demanda, ainda se mantêm muito mais elevados que no ano anterior, ou seja, a queda mensal significa que os preços agropecuários deixaram de subir, mas não reverteu o padrão de patamar elevado em relação ao ano anterior".
As altas de preços mais relevantes são praticamente todas derivadas da conjuntura internacional de preços mais elevados, associada à pressão de demanda interna pelo crescimento da massa salarial. Os destaques são o café (88,29%); o milho (72,58%); a laranja para indústria (70,95%); o trigo (30,33%); a soja (29,12%); a carne de frango (27,43%); e a cana-de-açúcar (15,18%).
Mas um grupo de produtos reflete a pressão da demanda interna, mesmo que alguns desses produtos guardem relação com os preços internacionais de substitutos ou correspondam a mercados complementares. São eles a carne bovina (25,63%); a laranja para mesa (28,16%); os ovos (33,94%), e o amendoim (16,43%).
Por fim, há um conjunto de produtos cuja oferta conjuntural interna foi elevada, fazendo os preços praticamente se mantivessem ou se verificassem pequenas quedas, como os casos da carne suína (-0,55%) e do leite B (-1,14%). A análise do IEA aponta ainda produtos cujas condições de oferta produziram preços ainda mais baixos do que os do mesmo período do ano passado. São eles o arroz (-18,72%), o feijão (-28,55%), a banana nanica (-10,03%), o tomate para mesa (-5,63%) e o leite C (-4,44%).
De maneira geral, os preços agropecuários deram uma trégua no movimento de alta que persistia desde meados do ano anterior, concluem os pesquisadores do IEA. "Contudo, ainda se mostra cedo para comemorar, uma vez que os chamados produtos sazonais da alimentação caminham para a entressafra como o leite. Noutras palavras, os preços agropecuários realizaram processo de acomodação em abril, e para manterem essa perspectiva se mostra relevante a entrada da safra da cana (açúcar e álcool) e da laranja, ambos com pesos significativos nos índices."
Fonte: Secr. de Agr. de SP
Código Florestal: Nova legislação será um grande acordo, diz Rossi
Retirado do site: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, informou nesta quarta, dia 4, que o adiamento da votação do relatório que modifica o atual Código Florestal Brasileiro beneficiou a agricultura do Brasil. Para ele, a proposta está em vias de se tornar “um grande acordo”, protegendo a agricultura e o agricultor, não permitindo que ele seja penalizado.
– Sabemos que o agricultor está inseguro. As interpretações estapafúrdias do Código vigente, por diferentes autoridades, acabam prejudicando o agricultor. Nós trabalhamos muito para criar um consenso que garanta a segurança jurídica. Temos que proteger esses produtores. Isso já foi conseguido, porém faltava um pouco, um novo empuxe para que nós conseguíssemos uma unanimidade – relata.
Rossi garantiu que na terça, dia 10, sobre qualquer hipótese haverá votação de um projeto de consenso.
– O acordo foi feito para votação na terça, isso envolveu todas as instâncias políticas da base do governo, o líder do governo, o relator e os ministros que estão envolvidos.
– Sabemos que o agricultor está inseguro. As interpretações estapafúrdias do Código vigente, por diferentes autoridades, acabam prejudicando o agricultor. Nós trabalhamos muito para criar um consenso que garanta a segurança jurídica. Temos que proteger esses produtores. Isso já foi conseguido, porém faltava um pouco, um novo empuxe para que nós conseguíssemos uma unanimidade – relata.
Rossi garantiu que na terça, dia 10, sobre qualquer hipótese haverá votação de um projeto de consenso.
– O acordo foi feito para votação na terça, isso envolveu todas as instâncias políticas da base do governo, o líder do governo, o relator e os ministros que estão envolvidos.
Fonte: Canal Rural
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Porto de Paranaguá não acompanha crescimento do campo
Retirado do site: http://www.noticiasagricolas.com.br
A safra de grãos está chegando ao fim no Paraná. Segundo o último levantamento da Secretaria de Agricultura do estado, 98% da soja e 81% do milho já foram colhidos. Mais da metade do volume produzido deve ir para o mercado externo, mas as exportações esbarram nos problemas estruturais do Porto de Paranaguá.
Na propriedade de Marco Bruschi em Maringá, norte do Paraná, o milho safrinha está crescendo. Na área de 300 hectares, o agricultor colheu mais de 900 toneladas de soja. A saca está saindo por cerca de R$ 40, mas esse valor poderia ser maior se não fosse o alto custo do frete.
O frete caro não se deve só às condições das estradas. A demora para descarregar a produção no Porto também eleva o custo. Falta estrutura para lidar com o volume das exportações.
Enquanto a produção no campo aumenta e o estado bate mais um recorde da safra de grãos, em Paranaguá são muitos os desafios para que o Porto acompanhe o crescimento e volte a ser o principal ponto de exportações de grãos do país.
Nos três primeiros meses do ano, 1,140 milhão de toneladas de grãos saíram do país pelo Porto de Paranaguá, quase 6% a mais que no mesmo período de 2010.
Com todo esse movimento, caminhões chegam a ficar dias na fila e alguns navios, demoraram quase um mês para conseguir atracar.
Segundo a Superintendência dos Portos do Paraná existem projetos de melhorias para solucionar os problemas. O impedimento é a liberação da licença ambiental para que obras comecem. Não há previsão de quando isso deva ocorrer.
Na propriedade de Marco Bruschi em Maringá, norte do Paraná, o milho safrinha está crescendo. Na área de 300 hectares, o agricultor colheu mais de 900 toneladas de soja. A saca está saindo por cerca de R$ 40, mas esse valor poderia ser maior se não fosse o alto custo do frete.
O frete caro não se deve só às condições das estradas. A demora para descarregar a produção no Porto também eleva o custo. Falta estrutura para lidar com o volume das exportações.
Enquanto a produção no campo aumenta e o estado bate mais um recorde da safra de grãos, em Paranaguá são muitos os desafios para que o Porto acompanhe o crescimento e volte a ser o principal ponto de exportações de grãos do país.
Nos três primeiros meses do ano, 1,140 milhão de toneladas de grãos saíram do país pelo Porto de Paranaguá, quase 6% a mais que no mesmo período de 2010.
Com todo esse movimento, caminhões chegam a ficar dias na fila e alguns navios, demoraram quase um mês para conseguir atracar.
Segundo a Superintendência dos Portos do Paraná existem projetos de melhorias para solucionar os problemas. O impedimento é a liberação da licença ambiental para que obras comecem. Não há previsão de quando isso deva ocorrer.
Fonte: Globo Rural
Agricultura deve reduzir emissões de carbono
Retirado do site: http://www.noticiasagricolas.com.br
A redução das Emissões de carbono na agricultura brasileira é um grande desafio que, para ser enfrentado, precisa de uma liberação de recursos mais rápida, na opinião do secretário de Mudanças Climáticas e qualidade ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Assad. Na IV Conferência Regional sobre Mudanças Globais, em
São Paulo, ontem, Assad admitiu que o governo precisa diminuir a burocracia para dar mais agilidade às ações sobre o tema.
São Paulo, ontem, Assad admitiu que o governo precisa diminuir a burocracia para dar mais agilidade às ações sobre o tema.
Pesquisador da Embrapa que conduziu um dos maiores estudos sobre Aquecimento Global e produção agrícola do país, Assad assumiu o cargo no ministério há 15 dias. Segundo ele, uma agricultura mais eficiente, com menos emissão de carbono, significará a possibilidade de haver uma maior oferta de alimentos por uma menor unidade de área.
- Temos que ter uma agricultura que ande paralela à economia verde e isso implica em menos emissão - disse Assad. - Se as Emissões continuarem aumentando do jeito
que estão, não só no Brasil, mas no mundo todo, a ameaça continua.
que estão, não só no Brasil, mas no mundo todo, a ameaça continua.
Segundo ele, o governo tem agido para reduzir as Emissões, mas este é um desafio grande.
- Estamos atacando prioritariamente a redução de Emissões, com uma série de planos que o governo tem para reduzir estas Emissões na agricultura, na indústria, no
transporte - disse. - Planos existem e já estão em andamento. Mas a gente tem que agilizar um pouco mais a liberação dos recursos.
transporte - disse. - Planos existem e já estão em andamento. Mas a gente tem que agilizar um pouco mais a liberação dos recursos.
O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, foi lançado em junho de 2010 e prevê R$2 bilhões para incentivar a redução de Emissões de CO2 na agricultura.
Fonte: O Globo
Silagem de cana-de-açúcar como alimento para bovinos na época da seca
Retirado do site: http://www.noticiasagricolas.com.br
A silagem de cana-de-açúcar é uma das alternativas para alimentar o gado bovino na época das secas, quando os pastos ficam altamente prejudicados, em volume de alimento e em qualidade nutritiva. No Centro-Sul do Brasil traz a vantagem adicional de a safra de cana coincidir, grosso modo, com a época das secas.
Muitos pecuaristas utilizam a cana fornecida diretamente ao gado, picada logo após a colheita. Mas a silagem de cana traz algumas vantagens, como a concentração de todas as operações (corte, picagem, transporte) em poucos dias, com melhor eficiência de colheita e manejo dos canaviais e dos rebanhos. A silagem é feita também quando ocorrem sobras nos canaviais ao final da safra, sendo também indicada como solução de emergência na ocorrência de incêndios e geadas, para evitar a perda total da forragem.
Um aspecto que dificulta a silagem de cana, mas que pode ser solucionado adotando técnicas e manejo adequados, é o fato de fermentar intensamente, devido à atividade de leveduras que utilizam os açúcares para seu crescimento, produzindo etanol (álcool). O teor de etanol em silagens de cana pode chegar a 23%, acarretando perdas de até 30% da matéria seca durante a fermentação, com grande redução no valor nutritivo da silagem. Desta forma, para que a produção de silagem de cana-de-açúcar seja viável, é fundamental o uso de aditivos capazes de controlar a fermentação alcoólica nestas silagens.
Diversos aditivos têm sido avaliados com vistas ao controle da fermentação alcoólica em silagens de cana-de-açúcar. Entre os mais estudados estão a ureia, os inoculantes bacterianos e a cal virgem micro pulverizada. Resultados da pesquisa indicam que silagens de cana-de-açúcar aditivadas podem ser utilizadas sem problemas na alimentação de vacas leiterias, bovinos de corte e ovinos, permitindo bons índices de desempenho dos animais. O custo adicional que os aditivos representam são altamente compensados pelo menor custo da silagem em si, quando comparada com a silagem de milho, por exemplo.
Saiba mais sobre o tema desta semana, ouvindo o Prosa Rural, programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Fonte: Embrapa Informação Tecnológica
Assinar:
Postagens (Atom)






