quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Aumento de consumo de pescado deve aquecer mercado
O Brasil quer se tornar um dos cinco maiores produtores de pescado em cativeiro do mundo. Para atingir esta meta, em alguns Estados os aquicultores contam com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Porém, é o aumento do consumo que promete aquecer bastante o mercado nos próximos anos.
A unidade de observação que serve de exemplo para os aquicultores da serra gaúcha tem sete anos. Surgiu quando o piscicultor Nelson José Sidegum se dispôs a aumentar os investimentos na atividade. Até 2004, ele só produzia peixes para o consumo da família e os açudes serviam para o lazer.
– Antes eu só tinha dois açudes. Aí fiz no meio mais um, vi que deu resultado e fui adiante, comecei a investir e estou a fim de investir mais ainda, tenho projeto de fazer outro agora. Quero aumentar, aí já tem sempre peixe todos os dias e posso vender ali em casa mesmo. Assim é só uma vez por ano, mas está dando resultado bom – diz Sidegum.
O agricultor passou a utilizar as técnicas corretas de manejo. Contou com a assistência técnica da Emater e hoje a atividade responde por 35% da renda. A produtividade média por açude é de 450 peixes.
– E isso é relacionado à nossa orientação sobre a quantidade de peixes a ser colocada, espécies a ser colocadas, já que se trabalha com policultivo de carpas, em que vai quatro carpas em cada açude. Até para o aproveitamento melhor da água, do açude como um todo, em função de seus hábitos alimentares, que é diferenciado de uma pra outra – diz o extensionista da Emater, Claudionir Fernandes da Rosa Ávila.
A alimentação é orgânica: à base de pasto e plânctons. Esses organismos se formam a partir da decomposição de dejetos que o produtor coloca nos açudes. Também se utiliza ração, mas em uma proporção menor. O aquicultor considera a atividade segura. Nunca teve prejuízos com estiagem nem com temporais. E a rotina é muito simples.
– Não dá muito trabalho. Enquanto que os outros vão na bodega eu me dedico nisso ali e trato os peixes, tiro um lucro que os outros estão gastando – completa Sidegum.
O piscicultor seca um açude por ano para vender os peixes na Semana Santa. É nesse período que são comercializados 70% da produção regional. Porém, o consumo tem aumentado também em outras épocas do ano.
Em 2010, foram vendidas 606 toneladas só nas feiras do peixe da região de Porto Alegre, que abrange 60 municípios. A quantidade comercializada nesses eventos dobrou na última década. Atualmente, cada brasileiro consome em média nove quilos de pescado ao ano, e a previsão é de que em 2015 esse número chegue a 12 quilos.
E são esses dois fatores: o aumento do consumo e a disposição dos agricultores em investir na atividade que podem colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores mundiais de pescado em cativeiro. Para deixar a décima oitava posição, o país precisa dobrar a produção que fechou o ano passado em 500 mil toneladas.
– O que falta ainda é uma política pública específica para trabalhar essa demanda. Existe um projeto de aquisição de alevinos, que é através dos escritórios municipais há a intermediação na aquisição dos alevinos de um produtor de alevinos com registro, para os agricultores familiares – diz o extensionista da Emater Deise Wickert.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, existem linhas de crédito específicas e programas nos quais esses produtores podem ser enquadrados. O maior desafio é resolver a burocracia referente ao licenciamento ambiental e à cessão de água da União, que impede o acesso aos benefícios.
– O licenciamento ambiental tanto serve para águas da União quanto para as que não são da União. Seve para todas as atividades da aquicultura: peixe, camarão, mexilhão. Existe uma resolução do Conama, de 2009, que simplifica isso. Mas precisa fazer essa resolução chegar aos órgãos estaduais de meio ambiente, que estão dispostos a ajudar. Aí nós desenrolamos os dois grandes gargalos da aquicultura no Brasi – diz o secretário de Planejamento e Ordenamento do Ministério da Pesca, Felipe Matias.
Escrito por Melina Fernandes | Santa Maria do Herval (RS)
Fonte: Site Canal Rural
A unidade de observação que serve de exemplo para os aquicultores da serra gaúcha tem sete anos. Surgiu quando o piscicultor Nelson José Sidegum se dispôs a aumentar os investimentos na atividade. Até 2004, ele só produzia peixes para o consumo da família e os açudes serviam para o lazer.
– Antes eu só tinha dois açudes. Aí fiz no meio mais um, vi que deu resultado e fui adiante, comecei a investir e estou a fim de investir mais ainda, tenho projeto de fazer outro agora. Quero aumentar, aí já tem sempre peixe todos os dias e posso vender ali em casa mesmo. Assim é só uma vez por ano, mas está dando resultado bom – diz Sidegum.
O agricultor passou a utilizar as técnicas corretas de manejo. Contou com a assistência técnica da Emater e hoje a atividade responde por 35% da renda. A produtividade média por açude é de 450 peixes.
– E isso é relacionado à nossa orientação sobre a quantidade de peixes a ser colocada, espécies a ser colocadas, já que se trabalha com policultivo de carpas, em que vai quatro carpas em cada açude. Até para o aproveitamento melhor da água, do açude como um todo, em função de seus hábitos alimentares, que é diferenciado de uma pra outra – diz o extensionista da Emater, Claudionir Fernandes da Rosa Ávila.
A alimentação é orgânica: à base de pasto e plânctons. Esses organismos se formam a partir da decomposição de dejetos que o produtor coloca nos açudes. Também se utiliza ração, mas em uma proporção menor. O aquicultor considera a atividade segura. Nunca teve prejuízos com estiagem nem com temporais. E a rotina é muito simples.
– Não dá muito trabalho. Enquanto que os outros vão na bodega eu me dedico nisso ali e trato os peixes, tiro um lucro que os outros estão gastando – completa Sidegum.
O piscicultor seca um açude por ano para vender os peixes na Semana Santa. É nesse período que são comercializados 70% da produção regional. Porém, o consumo tem aumentado também em outras épocas do ano.
Em 2010, foram vendidas 606 toneladas só nas feiras do peixe da região de Porto Alegre, que abrange 60 municípios. A quantidade comercializada nesses eventos dobrou na última década. Atualmente, cada brasileiro consome em média nove quilos de pescado ao ano, e a previsão é de que em 2015 esse número chegue a 12 quilos.
E são esses dois fatores: o aumento do consumo e a disposição dos agricultores em investir na atividade que podem colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores mundiais de pescado em cativeiro. Para deixar a décima oitava posição, o país precisa dobrar a produção que fechou o ano passado em 500 mil toneladas.
– O que falta ainda é uma política pública específica para trabalhar essa demanda. Existe um projeto de aquisição de alevinos, que é através dos escritórios municipais há a intermediação na aquisição dos alevinos de um produtor de alevinos com registro, para os agricultores familiares – diz o extensionista da Emater Deise Wickert.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, existem linhas de crédito específicas e programas nos quais esses produtores podem ser enquadrados. O maior desafio é resolver a burocracia referente ao licenciamento ambiental e à cessão de água da União, que impede o acesso aos benefícios.
– O licenciamento ambiental tanto serve para águas da União quanto para as que não são da União. Seve para todas as atividades da aquicultura: peixe, camarão, mexilhão. Existe uma resolução do Conama, de 2009, que simplifica isso. Mas precisa fazer essa resolução chegar aos órgãos estaduais de meio ambiente, que estão dispostos a ajudar. Aí nós desenrolamos os dois grandes gargalos da aquicultura no Brasi – diz o secretário de Planejamento e Ordenamento do Ministério da Pesca, Felipe Matias.
Escrito por Melina Fernandes | Santa Maria do Herval (RS)
Fonte: Site Canal Rural
Feovelha XXVII/ 2011
Feira e Festa Estadual da Ovelha
De 26 à 30 de Janeiro de 2011- Parque Charrua
Sindicato Rural de Pinheiro Machado/RS
Programação Completa
Edição: XXVII / 2011
Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
26/JAN/2011- QUARTA-FEIRA
Até as 18h - Entrada de animais da Raça Corriedale a Galpão e Rústicos destinados a julgamento
Até as 19h - Entrada de ventres SO, RD, CG, Cordeiros, Capões e Rebanho Geral
27/JAN/2011- QUINTA-FEIRA
Até as 12h - entrada de animais da Raça Ideal a Galpão e Rústicos destinados a julgamento
08h - Julgamento de Admissão da Raça Corriedale
10h - Início dos Remates de Ventres SO, RD, CG, Cordeiros, Capões e Rebanho Geral - Pista “A”
14h - Julgamento de Classificação da Raça Corriedale
14h - Julgamento de Admissão da Raça Ideal
21h - Primeira Comparsinha da Canção
28/JAN/2011 – SEXTA-FEIRA
Até 12h - Entrada de animais das demais raças a Galpão e Rústicos
08h - Julgamento de Classificação da Raça Ideal
09h - Continuação do julgamento de Classificação das Raças Corriedale e Ideal
10h - Encontro de Secretários de Agricultura da Azonasul - SENAR
14h - Julgamento de Admissão das demais raças
15h - Concurso de Pelegos – EMATER
16h - Concurso de Artesanato em Couro – EMATER
16h - Reunião da ONG Amigos do Alto Camaquã - SENAR
17h - Shows na Praça de Alimentação
17h30min - Visitação nos Vinhedos
18h - Concurso de Artesanato em Lã – EMATER
18h - Gineteada – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
20h - Degustação de Vinhos e Carne de Cordeiro – Stand Vinovelha
21h - Comparsa da Canção
29/JAN/2011 – SÁBADO
08h - Crioulaço – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
08h - Julgamento de Classificação das demais raças
10h - Assembléia da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale - SENAR
10h - VI Concurso Municipal de Borregas dois dentes – Pólo Municipal de Ovinocultura
10h - Lançamento da Associação dos Vitivinicultores do Extremo Sul – Vitisul – no Stand da EMATER
11h - Reunião Almoço da Associação Brasileira de Criadores de Ideal
14h - Inauguração Oficial da XXVII Feovelha
15h - Seminário de Ovinocultura - SENAR
15h - Continuação do Julgamento de Classificação das demais raças
15h - Remate da Raça Corriedale – Pista “A”
15h - Remate de Raça Ideal – Pista “B”
15h - Entrega de prêmios – Mulher Destaque da Ovinocultura – EMATER
17h - Shows na Praça de Alimentação
17h30min - Visitação nos Vinhedos
18h - Desfile Temático de Confecções em Lã - EMATER
18h - Gineteada – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
20h - Degustação de Vinhos e Carne de Cordeiro – Stand Vinovelha
21h - Comparsa da Canção
30/JAN/2011- DOMINGO
08h - Crioulaço – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
10h - XVI Encontro de Veículos Antigos
12h - Remate da Raça Pool Dorset – Pista “B”
13h - Prova Festiva de Veloterra
14h - Concurso de Esquila e Premiação – EMATER
15h - Remate das demais raças:
Pista “A” Romney Marsh, Ile de France, Texel, Suffolk, Hampshire Down,karakul e Crioula
Pista “B” Merino Australiano e Border Leicester
17h - Shows na Praça de Alimentação
18h - Gineteada – Núcleo Criadores de Cavalos Crioulos
21h - Comparsa da Canção
De 26 à 30 de Janeiro de 2011- Parque Charrua
Sindicato Rural de Pinheiro Machado/RS
Programação Completa
Edição: XXVII / 2011
Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
26/JAN/2011- QUARTA-FEIRA
Até as 18h - Entrada de animais da Raça Corriedale a Galpão e Rústicos destinados a julgamento
Até as 19h - Entrada de ventres SO, RD, CG, Cordeiros, Capões e Rebanho Geral
27/JAN/2011- QUINTA-FEIRA
Até as 12h - entrada de animais da Raça Ideal a Galpão e Rústicos destinados a julgamento
08h - Julgamento de Admissão da Raça Corriedale
10h - Início dos Remates de Ventres SO, RD, CG, Cordeiros, Capões e Rebanho Geral - Pista “A”
14h - Julgamento de Classificação da Raça Corriedale
14h - Julgamento de Admissão da Raça Ideal
21h - Primeira Comparsinha da Canção
28/JAN/2011 – SEXTA-FEIRA
Até 12h - Entrada de animais das demais raças a Galpão e Rústicos
08h - Julgamento de Classificação da Raça Ideal
09h - Continuação do julgamento de Classificação das Raças Corriedale e Ideal
10h - Encontro de Secretários de Agricultura da Azonasul - SENAR
14h - Julgamento de Admissão das demais raças
15h - Concurso de Pelegos – EMATER
16h - Concurso de Artesanato em Couro – EMATER
16h - Reunião da ONG Amigos do Alto Camaquã - SENAR
17h - Shows na Praça de Alimentação
17h30min - Visitação nos Vinhedos
18h - Concurso de Artesanato em Lã – EMATER
18h - Gineteada – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
20h - Degustação de Vinhos e Carne de Cordeiro – Stand Vinovelha
21h - Comparsa da Canção
29/JAN/2011 – SÁBADO
08h - Crioulaço – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
08h - Julgamento de Classificação das demais raças
10h - Assembléia da Associação Brasileira de Criadores de Corriedale - SENAR
10h - VI Concurso Municipal de Borregas dois dentes – Pólo Municipal de Ovinocultura
10h - Lançamento da Associação dos Vitivinicultores do Extremo Sul – Vitisul – no Stand da EMATER
11h - Reunião Almoço da Associação Brasileira de Criadores de Ideal
14h - Inauguração Oficial da XXVII Feovelha
15h - Seminário de Ovinocultura - SENAR
15h - Continuação do Julgamento de Classificação das demais raças
15h - Remate da Raça Corriedale – Pista “A”
15h - Remate de Raça Ideal – Pista “B”
15h - Entrega de prêmios – Mulher Destaque da Ovinocultura – EMATER
17h - Shows na Praça de Alimentação
17h30min - Visitação nos Vinhedos
18h - Desfile Temático de Confecções em Lã - EMATER
18h - Gineteada – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
20h - Degustação de Vinhos e Carne de Cordeiro – Stand Vinovelha
21h - Comparsa da Canção
30/JAN/2011- DOMINGO
08h - Crioulaço – Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos
10h - XVI Encontro de Veículos Antigos
12h - Remate da Raça Pool Dorset – Pista “B”
13h - Prova Festiva de Veloterra
14h - Concurso de Esquila e Premiação – EMATER
15h - Remate das demais raças:
Pista “A” Romney Marsh, Ile de France, Texel, Suffolk, Hampshire Down,karakul e Crioula
Pista “B” Merino Australiano e Border Leicester
17h - Shows na Praça de Alimentação
18h - Gineteada – Núcleo Criadores de Cavalos Crioulos
21h - Comparsa da Canção
Ovinos em evidência em Bagé
Os eventos realizados pela Associsão Bajeense de Criadores de Ovinos (Abaco) estiveram em alta na edição da Mercovinos realizada em dezembro na Rural de Bagé, quando foram comercializados os 400 animais colocados à venda.
Agora, a diretoria da Abaco está cuidando dos preparativos finais para a realização da 3ª Agrovino, que este ano acontecerá paralelamente à 2ª Expo Nacional do Corriedale. Outra novidade será a realização do 1° Concurso Abaco de Carcaça de Cordeiro, promovido pela Abaco, Arco e Marfrig Group, que, além de realizador, também é patrocinador do certame.
O evento acontecerá de 12 a 16 de janeiro, no Parque Visconde de Ribeiro Magalhães, da Associação e Sindicato Rural de Bagé, e terá como mediador das palestras o ex- ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, engenheiro agrônomo, empresário rural e um dos idealizadores da Embrapa.
Serão palestrantes, Carlos José Hoff de Souza, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, com o tema: "A eficiência reprodutiva em ovinos"; Gustavo Martini, Zootecnista da USP e coordenador do setor ovino do Marfrig Group, com tema "O mercado de carne ovina". Jair Menezes e Ruben Echeverria julgarão a raça Corriedale para a Segunda Expo Nacional e José Paulo Vieira Costa e José Galdino Garcia Dias, julgarão para a Terceira Agrovino. Também está confirmada a presença do presidente da Associação Argentina de Criadores de Corriedale.
O evento tem como marca a bandeira que simboliza a luta pela realização do evento e pela retomada definitiva da exposição de verão em Bagé.
Agora, a diretoria da Abaco está cuidando dos preparativos finais para a realização da 3ª Agrovino, que este ano acontecerá paralelamente à 2ª Expo Nacional do Corriedale. Outra novidade será a realização do 1° Concurso Abaco de Carcaça de Cordeiro, promovido pela Abaco, Arco e Marfrig Group, que, além de realizador, também é patrocinador do certame.
O evento acontecerá de 12 a 16 de janeiro, no Parque Visconde de Ribeiro Magalhães, da Associação e Sindicato Rural de Bagé, e terá como mediador das palestras o ex- ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, engenheiro agrônomo, empresário rural e um dos idealizadores da Embrapa.
Serão palestrantes, Carlos José Hoff de Souza, pesquisador da Embrapa Pecuária Sul, com o tema: "A eficiência reprodutiva em ovinos"; Gustavo Martini, Zootecnista da USP e coordenador do setor ovino do Marfrig Group, com tema "O mercado de carne ovina". Jair Menezes e Ruben Echeverria julgarão a raça Corriedale para a Segunda Expo Nacional e José Paulo Vieira Costa e José Galdino Garcia Dias, julgarão para a Terceira Agrovino. Também está confirmada a presença do presidente da Associação Argentina de Criadores de Corriedale.
O evento tem como marca a bandeira que simboliza a luta pela realização do evento e pela retomada definitiva da exposição de verão em Bagé.
Alemanha defende exportação de seus alimentos após caso das dioxinas
O Ministério da Agricultura da Alemanha garantiu neste domingo que não existe nenhum motivo para importar alimentos alemães por causa da contaminação por dioxinas, que obrigou a fechar mais de 5 mil explorações avícolas e suínas do país.
"Queremos deixar claro que em nenhum momento houve nenhum risco à saúde procedente das exportações alemãs", assinalou um porta-voz ministerial em Berlim.
Esta declaração do Ministério federal de Agricultura se produz depois que Eslováquia, membro da União Europeia (UE), e Coreia do Sul paralisassem importações alemãs.
No caso eslovaco, a suspensão se refere a ovos e produtos de carnes procedentes de aves, e no sul-coreano, a produtos derivados do porco.
"Alemanha está em sintonia em uma estreita troca de comunicação com a Comissão Europeia (UE)", acrescentou.
O Ministério estimou que a Comissão Europeia confirmou a eficácia das medidas de segurança da Alemanha.
As organizações de consumidores alemães Foodwatch acusou neste domingo o Governo de Angela Merkel de graves erros no escândalo de contaminação por dioxinas e de atuar em benefício dos interesses da indústria alimentícia.
Em declarações publicadas no site do jornal "Saarbrücker Zeitung", Thilo Bode, ex-diretor do Greenpeace na Alemanha, garantiu que "o Governo federal tem uma estratégia de exportação muito clara para os produtos de carnes" e por isso não tem nenhum interesse em endurecer os controles sobre a indústria alimentícia.
Para o dirigente de Foodwatch, o atual escândalo de contaminação por dioxinas é só "a ponta do iceberg".
"Cerca de 80% da taxa de dioxinas considerada tolerável na população pela Organização Mundial da Saúde (OMS) procede dos alimentos", assinalou Bode.
Este defensor dos consumidores acrescentou que muitas das coisas que antes acabavam em uma incineradora agora terminam na indústria alimentícia.
Fonte: EFE
RETIRADO DO SITE: NOTÍCIAS AGRICOLAS www.noticiasagricolas.com.br
"Queremos deixar claro que em nenhum momento houve nenhum risco à saúde procedente das exportações alemãs", assinalou um porta-voz ministerial em Berlim.
Esta declaração do Ministério federal de Agricultura se produz depois que Eslováquia, membro da União Europeia (UE), e Coreia do Sul paralisassem importações alemãs.
No caso eslovaco, a suspensão se refere a ovos e produtos de carnes procedentes de aves, e no sul-coreano, a produtos derivados do porco.
"Alemanha está em sintonia em uma estreita troca de comunicação com a Comissão Europeia (UE)", acrescentou.
O Ministério estimou que a Comissão Europeia confirmou a eficácia das medidas de segurança da Alemanha.
As organizações de consumidores alemães Foodwatch acusou neste domingo o Governo de Angela Merkel de graves erros no escândalo de contaminação por dioxinas e de atuar em benefício dos interesses da indústria alimentícia.
Em declarações publicadas no site do jornal "Saarbrücker Zeitung", Thilo Bode, ex-diretor do Greenpeace na Alemanha, garantiu que "o Governo federal tem uma estratégia de exportação muito clara para os produtos de carnes" e por isso não tem nenhum interesse em endurecer os controles sobre a indústria alimentícia.
Para o dirigente de Foodwatch, o atual escândalo de contaminação por dioxinas é só "a ponta do iceberg".
"Cerca de 80% da taxa de dioxinas considerada tolerável na população pela Organização Mundial da Saúde (OMS) procede dos alimentos", assinalou Bode.
Este defensor dos consumidores acrescentou que muitas das coisas que antes acabavam em uma incineradora agora terminam na indústria alimentícia.
Fonte: EFE
RETIRADO DO SITE: NOTÍCIAS AGRICOLAS www.noticiasagricolas.com.br
sábado, 8 de janeiro de 2011
Dioxina
Dioxina é um composto orgânico, heterocíclico, antiaromático, com a fórmula C4H4O2. A dioxina é um solvente orgânico altamente tóxico, carcinogênico e teratogênico. Não existe apenas uma dioxina, mas sim, um grupo de compostos representados por dois anéis benzóicos, que estão conjuntamente ligados por duas pontes de oxigénio. A ultima ligação é responsável pelo nome (di =2, oxo= ligação de oxigénio).
As dioxinas podem ser produzidas naturalmente através dos fungos, tais como o fungo “bolor branco”.
As dioxinas podem entrar no ambiente sob diversas formas. Elas são destruídas lentamente pela luz solar, como também pelos bolores presentes no solo. Por isso encontram-se em grande parte e por muito tempo no nosso ambiente. Não são solúveis em água, mas são muito solúveis em gordura. A partir das cinzas, as dioxinas podem se encontrar nas plantas, como por exemplo na relva. Quando uma vaca ao pastar ingere quantidades significativas de relva as dioxinas presentes são armazenadas na gordura animal. A vaca excreta as dioxinas através do seu leite.
Praticamente toda a gordura animal contem quantidades pequenas de dioxinas. Em principio gorduras vegetais nao contem quaisquer dioxinas. Normalmente não existe perigo de ingestao de dioxinas, pois as quantidades ingeridas estao abaixo da quantidade maxima permitida.
A dioxina tem aparecido em várias formas como sendo um possível mutagenio e também um carcinogênio, em doses relativamente baixas, mas como para quase todas as substâncias possivelmente carcinogênicas a relação causal ainda não está provada.
É muito raro achar a causa exata do cancro, pois o processo de desenvolvimento do cancro é demorado. Portanto substâncias que causam cancro em animais são consideradas duvidosas tais como a dioxina. A dioxina também pode causar outros problemas, mas o fato de ser perigosa para os animais a nível de laboratório não implica, necessariamente, que terá o mesmo efeito nos humanos. Mesmo assim são vistas como sendo potenciais perigos. O problema com as dioxinas é que elas encontram-se apenas em quantias muito pequenas nos alimentos. Isto pode levar á exposição crônica, que pode vir a causar problemas a longo prazo. Por esta razão não é possível chegar a nenhuma relação direta de causa e efeito. Portanto substâncias desta espécie são definidas como sendo potenciais perigos. Devem ser tomadas as necessarias precauções para evitar qualquer entrada.
A dioxina é uma substância potencialmente perigosa, mas o seu efeito no corpo humano após a sua entrada não é previsível. Em prática o seu efeito pode diferir de nenhum ao possivel aparecimento de um cancro.
As dioxinas podem ser produzidas naturalmente através dos fungos, tais como o fungo “bolor branco”.
As dioxinas podem entrar no ambiente sob diversas formas. Elas são destruídas lentamente pela luz solar, como também pelos bolores presentes no solo. Por isso encontram-se em grande parte e por muito tempo no nosso ambiente. Não são solúveis em água, mas são muito solúveis em gordura. A partir das cinzas, as dioxinas podem se encontrar nas plantas, como por exemplo na relva. Quando uma vaca ao pastar ingere quantidades significativas de relva as dioxinas presentes são armazenadas na gordura animal. A vaca excreta as dioxinas através do seu leite.
Praticamente toda a gordura animal contem quantidades pequenas de dioxinas. Em principio gorduras vegetais nao contem quaisquer dioxinas. Normalmente não existe perigo de ingestao de dioxinas, pois as quantidades ingeridas estao abaixo da quantidade maxima permitida.
A dioxina tem aparecido em várias formas como sendo um possível mutagenio e também um carcinogênio, em doses relativamente baixas, mas como para quase todas as substâncias possivelmente carcinogênicas a relação causal ainda não está provada.
É muito raro achar a causa exata do cancro, pois o processo de desenvolvimento do cancro é demorado. Portanto substâncias que causam cancro em animais são consideradas duvidosas tais como a dioxina. A dioxina também pode causar outros problemas, mas o fato de ser perigosa para os animais a nível de laboratório não implica, necessariamente, que terá o mesmo efeito nos humanos. Mesmo assim são vistas como sendo potenciais perigos. O problema com as dioxinas é que elas encontram-se apenas em quantias muito pequenas nos alimentos. Isto pode levar á exposição crônica, que pode vir a causar problemas a longo prazo. Por esta razão não é possível chegar a nenhuma relação direta de causa e efeito. Portanto substâncias desta espécie são definidas como sendo potenciais perigos. Devem ser tomadas as necessarias precauções para evitar qualquer entrada.
A dioxina é uma substância potencialmente perigosa, mas o seu efeito no corpo humano após a sua entrada não é previsível. Em prática o seu efeito pode diferir de nenhum ao possivel aparecimento de um cancro.
Eslováquia proíbe carne de aves e ovos da Alemanha
A Eslováquia proibiu nesta sexta-feira (07/01), cautelarmente, a importação de carne de aves e ovos procedentes da Alemanha, devido ao perigo de contaminação por dioxinas.
O Ministério da Agricultura e Desenvolvimento também decretou a inspeção de lojas e armazéns em todo o país, tarefa que a Administração Nacional Veterinária e Alimentar vai realizar, segundo informou em comunicado.
"Até que os resultados dos testes de laboratório realizados por institutos de diagnóstico eslovacos sejam conhecidos, a venda de ovos e carne branca procedente da Alemanha está suspensa", indica um comunicado.
Os inspetores também controlarão outros produtos, procedentes do mesmo país, e informarão o resultado de suas pesquisas na próxima semana.
Fonte: http://www.revistagloborural.com.br
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